sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mortos pela revolta

  Duas crianças foram mortas pelos tiros de canhão dados como alerta durante a revolução. Tal fato é inadmissível, já que a marinha é treinada para ser organizada e proteger a população e acabou demonstrando justamente o contrario provocando tumulto, medo e até a fuga de muitos moradores do Rio de Janeiro.  
  Durante o primeiro dia do motim foram mortos marinheiros infiéis ao movimento e cinco oficiais que se recusaram a sair de bordo, entre eles o comandante do Encouraçado Minas Gerais, João Batista das Neves.
  Em combate, num arremedo de motim num dos navios que não aderiram à Revolta pelo fim da Chibata, morreram mais um oficial e um marinheiro. Esta "segunda revolta" desencadeou uma série de mortes de marinheiros indefesos, ilhados, detidos em navios e em masmorras, além da expulsão de dois mil marinheiros, atos amparados pelo estado de sítio que a "segunda revolta" fez o Congresso Brasileiro aprovar.

E uma das exigências ainda foi que houvesse anistia a todos eles..

http://criticaehistoria.blogspot.com/2011/02/revolta-da-chibata.html

A carta dos marinheiros

Rio de Janeiro, 22 de novembro de 1910

Il.mo e Ex.mo Sr. Presidente da República Brasileira

Cumpre-nos comunicar a V. Ex.a, como Chefe da Nação brasileira:

Nós, marinheiros, cidadãos brasileiros e republicanos, não podendo mais suportar a escravidão na Marinha brasileira, a falta de proteção que a Pátria nos dá; e até então não nos chegou; rompemos o negro véu que nos cobria aos olhos do patriótico e enganado povo.

Achando-se todos os navios em nosso poder, tendo a seu bordo prisioneiros todos os oficiais,
os quais têm sido os causadores da Marinha brasileira não ser grandiosa, porque durante vinte anos de República ainda não foi bastante para tratar-nos como cidadãos fardados em defesa da Pátria, mandamos esta honrada mensagem para que V. Ex.a faça aos marinheiros brasileiros possuirmos os direitos sagrados que as leis da República nos facilita, acabando com a desordem e nos dando outros gozos que venham engrandecer a Marinha brasileira; bem assim como: retirar os oficiais incompetentes e indignos de servir à Nação brasileira. Reformar o código imoral e vergonhoso que nos rege, a fim de que desapareça a chibata, o bolo e outros castigos semelhantes; aumentar o nosso soldo pelos últimos planos do ilustre Senador José Carlos de Carvalho, educar os marinheiros que não têm competência para vestir a orgulhosa farda, mandar pôr em vigor a tabela de serviço diário, que a acompanha.

Tem V. Ex.a o prazo de 12 horas para mandar-nos a resposta satisfatória, sob pena de ver a Pátria aniquilada.

Bordo do encouraçado São Paulo, em 22 de novembro de 1910.

Nota: Não poderá ser interrompida a ida e volta do mensageiro.


O Congresso e a Marinha não conseguiam concordar com uma reposta adequada para ser dada aos revoltosos, pois a subversão da hierarquia militar é um dos principais crimes nas Forças Armadas.

Isso demonstra ainda mais o quão infundada era a petição feita pelos marujos de patentes mais baixas, que como foi explicito com freqüência cometiam infrações e mesmo castigados reincidiam.

Além disso eram previsto os castigos eregulamentados nas normas da marinha:
"Para as faltas leves, prisão a ferro na solitária, por um a cinco dias, a pão e água; faltas leves repetidas, idem, por seis dias, no mínimo; faltas graves, vinte e cinco chibatadas, no mínimo."

Alves de Freitas Neto, José e Ricardo Tasinafo, Célio; História Geral e do Brasil

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A Revolta da Chibata (Versão verdadeira)

               A revolta da chibata ocorreu no inicio do século XX,no Rio de Janeiro. Na época, alguns marinheiros sofriam leves castigos devido desrespeito à seus comandantes e por incompetência. Esses desrespeitosos marinheiros se revoltaram sem motivo quando outro marinheiro, Marcelino Rodrigues, foi castigado devido faltas gravíssimas: estava bêbado, levou álcool para a embarcação e ainda feriu gravemente um comandante direito e competente que estava tentando impedi-lo de cometer tais delitos. João Candido, líder da revolta que era sem bases, redigiu uma carta reivindicando o fim dos castigos físicos. E sem pensar direito conseguiu organizar uma revolta tomando as embarcações e ordenou que os canhões dos navios participantes fossem apontados para o Rio de Janeiro. Tal fato, considerado intolerável, precisou de um tratamento especial. Os revoltosos queriam que os castigos fossem cessados e que houvesse anistia a todos eles. Mas, deixar criminosos como esses à solta é algo impensável da parte do governo, que sempre tenta fazer o melhor para a população. O governo conseguiu montar uma estratégia que acabou prendendo todos os indivíduos que participaram dessa revolução e dando o castigo que tanto merecer por colocar a vida de pessoas inocentes em risco. Assim, tudo voltou ao normal e para evitar mais crises, os castigos foram encerrados.

                                           
                                                                               *para os demais usuários do blogger, alheios do trabalho, queria informar que essa informação é falsa, está aqui somente para o trabalho.

O Mestre Sala dos Mares João Bosco

Há muito tempo nas águas
Da guanabara
O dragão no mar reapareceu
Na figura de um bravo 
Feiticeiro 
A quem a história
Não esqueceu
Conhecido como
Navegante negro
Tinha a dignidade de um 
Mestre-sala
E ao acenar pelo mar
Na alegria das regatas
Foi saudado no porto
Pelas mocinhas francesas
Jovens polacas e por
Batalhões de mulatas
Rubras cascatas jorravam
Das costas
Dos santos entre cantos 
E chibatas
Inundando o coração,
Do pessoal do porão 
Que a exemplo do feiticeiro 
Gritava então
Glória aos piratas, às
Mulatas, às sereias
Glória à farofa, à cachaça,
Às baleias
Glórias a todas as lutas
Inglórias
Que através da
Nossa história
Não esquecemos jamais
Salve o navegante negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais.

Será que é certo  homenagear um indivíduo que desrespeitou  as regras mesmo tendo total consciência das consequências de seus atos? Será que esse tal de Marcelino Rodrigues merece mesmo a compaixão de alguém? Levar cachaça para dentro de um navio da marinha brasileira e ainda agredir um membro da tripulação são violações tão graves que 250 chibatadas não servem como punição. Alguém que confunde um navio com um boteco não merece qualquer tipo de homenagem, quem dirá uma cujas verdades estão omitidas à seu favor. 

A Revolta

A revolta da chibata ocorreu no inicio do seculo XX,no Rio de Janeiro.
Na epoca,os marinheiros eram punidos com castigos fisicos(chibatadas).
Os marinheiros se revoltaram quando o marinheiro Marcelino Rodrigues foi castigado
com 250 chibatadas,pois levou cachaça para o navio e agrediu um outro marinheiro,que iria delatar sua ação.
 João Candido,lider da revolta redigiu uma carta reinvindicando o fim dos castigos fisicos,
e anistia para os revoltosos,e ordenou que os canhões dos navios participantes fossem apontados
para o Rio de Janeiro e caso governo não cumprisse com o que eles pediram,disparados.
O presidente Hermes da Fonseca aceitou o utimato dos revoltosos,mas assim que eles se renderam,
foram todos castigados.